Nem tão “BOAS” assim

Olá… Como muitos de vocês sabem (por que havia avisado aqui) eu estava fazendo o período de experiência na loja especializada em produtos naturais. E é por esse motivo que não estava postando com frequência, mais hoje terminado as 2 semanas venho aqui falar sobre o que eu achei e se deu ou não certo. Vou ser sincera e irei falar tudo, inclusive os desaforos que passei, o que me deixou bem chateada por sinal.

No primeiro dia eu fiquei meio perdida até porque nunca tinha trabalhado em comércio antes, mas busquei não demonstrar tanto até porque o/a responsável pelo estabelecimento (que será retratado aqui com X) estava me avaliando. Quando foi a tarde aproveitei que a loja não estava tão cheia e fui limpar o chão. Vejo um policial entrando, mas não me preocupei muito em atende-lo afinal havia outra menina (também trabalhava lá) que estava na porta então deduzi que ela já tinha falado o famoso “Boa Tarde” (é desse jeito que se “pega” o cliente, quem fala bom dia, boa tarde ou boa noite primeiro), virei e fui lavar o pano, quando escuto um grito de X, volto na mesma hora para ver do que se tratava e esculto na maior ignorância: Não está vendo cliente aqui não?, tento me explicar mas quando digo: Eu pensei… X já rebate dizendo: Você não pensa!. Fiquei meio que chocada pelo jeito que falou comigo mais ergo a cabeça e vou atender.

Passado o constrangimento, o resto da primeira semana foi a mesma coisa ou até pior. No 2º dia fui escolher o uniforme a mando de X, quando me deparo com a seguinte situação, uniformes em tamanhos P (desculpe se não for, mas se era M, era baby look), ficou muito apertado no meu corpo, até porque não sou magra e tenho sim a famosa gordurinha localizada. Mesmo assim tomo postura e saio vestida, quando X me vem com um comentário hipócrita: A mesma coisa que falei com fulano (outra menina que trabalha lá) vou falar com você, não quero ver ninguém gordinho aqui não em! Como assim quem é X para vim falar isso? Por acaso é magro/a? Pronto naquela hora a humilhação havia sido completa, mas X não se contentou com a humilhação não, tinha que falar no dia seguinte e pior, enquanto eu almoçava.

Pensei muito em largar tudo e deixar para lá mas como não queria ser frágil, busquei dar o meu melhor para continuar. Só que havia também a questão de bater meta, o que faz os colegas de trabalho passar um por cima do outros só para ganhar uns míseros centavos a mais, e como sabia que não iria atingir, esperei acabar a semana de experiência, assim poderia ganhar um pouco mais quando sai-se e não ficaria tanto no prejuízo.

Então as semanas acabaram, e por mais que tivesse gostado de minhas colegas de trabalho não valeria ficar ouvindo desaforos e humilhações de uma pessoa tão amarga. Sou nova ainda, e pelo menos por enquanto não estou tão desesperada por um trabalho, claro que não deixarei de tentar, mas não irei engolir sapos só por causa de dinheiro, e muito menos deixar “qualquer um” baixar minha alto estima. E querem um conselho de amiga? Façam o mesmo. Até…

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10 thoughts on “Nem tão “BOAS” assim

    • Paloma Sarti

      Realmente, mas por outro lado de tanto as pessoas falarem que em comercio é assim mesmo (prezam a boa aparência) eu deixei para lá, porque como minha mãe mesmo disse “quem trabalha para os outros engole muito sapo”. Só fiquei muito chateada quando aconteceu. Não desejo isso para ninguém. bjos

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